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  • Ive Nenflidio

Por onde andas, meu amor?

Te perdi, quase o tive em meus braços!

Perco a esperança

Cadê você?

Onde está minha fé?

Também a perdi?

Agora não tenho mais nada, só dúvidas

Transformei pensamentos em fantasmas

Não creio mais na humanidade

Não conheço mais o significado de confiança

Vivo uma vida covarde, não construí nada

Sou nada sem ti

Meus desejos adormeceram num sono infinito

Não sinto mais nada

O vazio arraigado me habita

Tenho uma ferida aberta a nunca secar

Um pesadelo sem lágrimas

Meus pulmões já não trabalham

Estou sufocada, afogando na imensa tristeza

Uma busca sem fim

Por onde andas, meu amor?

Você me mostrou que é possível amar

Me emprestou a beleza

Mínimas sutilezas

Pequenos momentos

Por onde andas?

Quanta aflição! Quero te encontrar!

Quero descansar desta busca exaustiva

Não quero mais enfrentar seres bárbaros

Não existe poesia na brutalidade

Não existe poesia na perda

Na impossibilidade de tocá-lo

Troquei realidades por sonhos

E não gosto do que vivo

Uma vida plástica, artificial

Vazia de você!

Sonhei algumas noites que recebia cartas

Eram tuas as palavras. Por onde andas?


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