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  • Ive Nenflidio

Ah! Se você me amasse…

Ah! Se você me amasse… Seríamos o Sol do “primeiro verão”, eu sopraria em seus ouvidos breves poemas, nos momentos de paz você seria água pouca, água que purifica, que borbulha de frágeis nascentes, nos momentos de desejo, seria água tempestuosa, fervente, água que corta a cordilheira em excitadas correntes.

Ah! Se você me amasse… Nosso amor seria inspiração, versos delicados nos cadernos de apaixonados escritores, você habitaria minha alma, esqueceria antigos amores, percorreria todas as minhas fronteiras, seria meu Sol na linha do equador, meu corpo pediria urgência nos momentos de silêncio você seria meu todo, o toque lento e forte, o encontro das águas, meu divisor.

“Primo Vere” com seus milhares de tons, colorido único das flores da estação...

Fantásticas visões!

Ah! Se você me amasse… Viveríamos em lugares divinos, seríamos presenteados com todas as flores, conheceríamos extraordinárias floradas, durante o dia, eu enxergaria com seus olhos, você permaneceria calmo no alvorecer,

a noite me abraçaria forte e aqueceria meu corpo, eu teria novamente o brilho da luz em meus olhos, a luz da mais bela estação.



Ah! Se você me amasse…

Eu estaria em seus sonhos criando mil conexões, você comporia uma nova canção, você estaria comigo em todas as ocasiões, mesmo distante, estaria comigo, você moraria no aconchego dos seus pensamentos, invadiria meu corpo saciando minha fome matinal, desfrutaríamos do mais puro contentamento e todas as manhãs seriam fascinantes.

Guardo você nas aldeias do meu corpo, nos vilarejos criados em minha mente, nos manuscritos rasurados pelo tempo, na terra estranha que invade meus sonhos todas as noites.


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