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  • Ive Nenflidio

A Lua de Antonina

Atualizado: 10 de Set de 2020

Muitos já participaram de festivais e concertos ao ar livre, são eventos que envolvem grandes produções, com muitos dias de montagem, com contratações de estruturas pesadas e toneladas de equipamentos potentes.

​Esses eventos movimentam a economia de pequenas cidades e são aguardados pela população local, entretanto, nem todas as produções são bem feitas; algumas simplesmente não contratam itens obrigatórios ou decidem levianamente cortá-los.

Após uma deslumbrante viagem pela linda Estrada da Graciosa, chegamos à cidade histórica de Antonina. Como sempre, os artistas foram descansar e a produção e a equipe técnica se dirigiram ao local do evento para examinar a estrutura e alinhar detalhes técnicos com as empresas locais.

O trabalho durou a tarde toda, saímos de lá com tudo pronto para o grande concerto e retornamos poucos minutos antes do evento começar.

Os instrumentos foram plugados e o espetáculo iniciado. Logo na primeira canção, um corte de energia deixou todo o centro histórico no escuro, a iluminação do palco e o telão também desligaram, só o som funcionava e os artistas decidiram que continuariam cantando e tocando.

Alguns minutos depois, uma lua grandiosa, majestosa, surgiu iluminando, refletindo nas vidraças dos antigos casarões seu reflexo intenso e resplandecente, findando o breu que tomara conta da região central. Durante todo o concerto, apenas uma pequena luz cedida por um jornalista iluminou o rosto do cantor.

Os técnicos passaram a noite inteira tentando solucionar o problema, faltando apenas uma canção para terminar o espetáculo; eles conseguiram, restabeleceram a energia, todos os equipamentos de iluminação e telões foram acesos e, aos gritos, o público pedia “apaga, apaga, apaga!”.


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